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    Uma coisa de sentir.


    - Tem visita pra você.
    Assim que minha mãe terminou de falar, eu pulei do sofá e fui direto no interfone, toquei o botão para abrir o portão e desci.
    Quando cheguei lá, havia uma moto vermelha parada em frente e logo eu pensei em Thomas, mas ao sair pelo portão eu vi Brendo Correia sentado no banco ao lado da parede e Fernando em pé ao seu lado. Sorri nervosa em olhar pra Fernando.
    - E aí gatinhos. - Comprimentei, indo até Brendo e beijando-lhe sua bochecha enquanto o abraçava. - O que fazem aqui? - Dessa vez abracei Fernando.
    Eles olharam um para o outro e Brendo apontou para o outro lado da rua, onde minha vizinha estava sentada em frente a sua casa com o tacho de oléo.
    - Ali é o que?
    - Coxinha. - Respondi desconfiada.
    - Pra vender?
    - Não, Brendo. Pra sair distribuindo. - Eu rolei os olhos e ouvi Fernando rir. Olhei pra ele, que olhava pra mim. - Que é?
    - Nada não. - Ele puxou Brendo, empurrando em direção a casa de minha vizinha e sentou-se onde ele tava. - Vai logo, lerdeza.
    Ficamos olhando Brendo se afastar e depois chegar até a minha vizinha, conversando com ela e tudo mais. Tava um silencio estranho entre mim e Fernando, então resolvi acabar com aquilo.
    - E aí, o que aconteceu pra tu vir aqui? - Eu sorri. - Meu bairro não era sinistro e tudo mais?
    Ele sorriu também.
    - Qualquer coisa jogo Brendo pra eles.
    - Idiota. - Balancei a cabeça negativamente, mas sem deixar de sorrir. - Tu não devia tá com a sua amorzinha?
    Fiz questão de deixar o tom de ciúmes de brincadeira explicito, ele me olhou bem sério na hora.
    - Encontrei Douglas.
    Aquelas duas palavrinhas simples que sairam da boca dele me deixou inteiramente gelada, senti meus olhos se arregalarem e minha boca se abriu um pouco, uma tentativa falha de falar alguma coisa. Ele percebeu, droga.
    - 'Tava com Thaína na hora, ele me puxou pra conversar. Estranhei, até. - Ele olhava diretamente em meus olhos e eu tentei manter a calma. Vendo que eu não ia falar nada, ele continuou. - Me disse umas coisas que eu acho que ele não falaria se não fosse verdade, mas eu não sei se devo acreditar.
    Continuava a me olhar, esperando eu responder alguma coisa.
    - Fala alguma coisa, criatura. - Pediu e eu suspirei. - É verdade o que ele falou?
    - E-Eu nao sei, sabe, o que o Douglas te disse.
    - Para Nat, voce sabe. - Eu vi um vislumbre de irritação passar por seus olhos. - Por que voce sempre faz brincadeira ou passa por desintendida? Só me diz se é verdade...
    Fechei os olhos e respirei fundo, quando reabri ele já não estava mais sentado e sim encostado na parede e bem na minha frente. Muito perto. Não levantei o rosto pra olhar pra ele, fixionei meu olhar na parede atrás dele.
    - Por que eu sou assim, eu nunca falo a verdade. Eu sou ótima em mentir por não querer que os outros saibam como me sinto. Se eu confessar o que Douglas disse, não vai adiantar nada. Não importa. Sou tua amiga, você é um de meus melhores amigos e eu quero tua felicidade e não importa o que eu sinta, nada vai mudar.

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